quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mudanças em minha Teologia e em minha Vida (Parte 1)

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Parte: [1] [2] [3]

Introdução

Eu fui salvo por Deus em algum dia de fevereiro ou março de 2001, conforme eu relato no texto Minha Jornada a Cristo. Desde então, passei a estudar frequentemente as Escrituras, o que me levou a mudanças teológicas que me aproximaram cada vez mais da chamada teologia reformada, que, segundo eu creio, é a expressão da própria doutrina bíblica. Por meio desses estudos eu abandonei o dispensacionalismo, o neopentecostalismo e o arminianismo, em 2003, abracei o calvinismo, em 2004, e abandonei a visão pentecostal sobre o batismo com o Espírito Santo, em 2005, fatos que eu relatei em alguma medida no texto Minha Jornada ao Calvinismo. Essas mudanças teológicas levaram-me a criar o blog Teologia e Vida, em 2006, e a procurar uma nova denominação para congregar, onde a influência da teologia reformada pudesse ser sentida, pelo menos, em alguma medida. Assim, passei a congregar na Igreja Batista Central de Campinas, em 2009, segundo meu relato em Esclarecimento sobre minha mudançadenominacional.

Porém, minhas mudanças teológicas não pararam na adoção dos Cinco Pontos do Calvinismo. Desde que criei o blog Teologia e Vida, em 2006, até os dias de hoje, várias mudanças teológicas continuaram ocorrendo, como fruto dos meus estudos bíblico-teológicos, levando-me cada vez mais perto da teologia reformada, conforme sua expressão na Confissão de Fé de Westminster e nos Catecismos Maior e Breve. Essas mudanças ocorreram gradativamente, em um longo processo que durou vários anos, mas a maioria delas só se tornou uma convicção pessoal no final de 2010, com a contribuição de alguns fatos que provocaram mudanças também em minha vida.

Desejo relatar aqui as mudanças ocorridas em minha teologia e sua relação com as mudanças ocorridas em minha vida. Minha pretensão não é apresentar longas argumentações em favor dos meus atuais posicionamentos teológicos, mas apenas explicar algumas das razões que me levaram a recebê-los como verdadeiros e as circunstâncias da minha vida que contribuíram para isso.

Dois fatos revolucionários

A Operação Jesus Transforma em Manaus
           
Conforme meu Relato da Operação Jesus Transforma em Manaus, do dia 1º ao dia 10 de julho de 2010, eu participei de uma viagem missionária a Manaus-AM, que influenciou grandemente toda a minha vida posterior. Essa viagem abriu os meus olhos para a possibilidade de eu pregar a Palavra em outro estado brasileiro no futuro, e acendeu em meu coração o desejo de que isso acontecesse. Eu nunca havia saído do estado de São Paulo antes e raramente cogitava a possibilidade de morar fora da minha cidade natal. Mas depois desse evento comecei a fazer planos de sair do estado de São Paulo para pregar o Evangelho em algum lugar distante da pátria, onde Cristo ainda não fosse muito conhecido. Porém, eu ainda não sabia exatamente para onde ir, até que outro fato revolucionário aconteceu.

Um namoro providencial

Dia 26 de julho de 2010, uma jovem de nome Jacilene Santos da Silva me adicionou no Orkut. Ela me disse que era reformada, da Igreja Presbiteriana do Brasil, residindo em Parnaíba, no Piauí. O fato de ela ser reformada e de ter um coração missionário, somado à sua grande beleza, despertou um grande interesse em mim. Começamos a conversar freqüentemente sobre teologia e diversos outros assuntos, por MSN e por celular, o que aumentou o nosso interesse um pelo outro.

Conversando com ela tomei conhecimento da existência de um seminário reformado altamente conceituado em Teresina, no Piauí: o Seminário Teológico do Nordeste. Também fiquei inteirado da situação espiritual decadente do Piauí, o estado mais católico do Brasil, e das dificuldades enfrentadas pelas igrejas cristãs piauienses, para anunciar o Evangelho entre um povo de coração endurecido. Por meio dessas informações, Deus começou a me dar um direcionamento sobre o lugar do Brasil onde Ele queria me usar. Antes eu estava inclinado a fazer o Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição, em São Paulo, no ano de 2011, mas desde então passei a planejar uma mudança para o Piauí, para fazer o Seminário Teológico do Nordeste e pregar o Evangelho entre os piauienses.

Nessa mesma época, li A Vida de David Brainerd (Jonathan Edwards), a autobiografia de um missionário entre índios norte-americanos, e assisti uma palestra na Igreja Batista Central de Campinas de um missionário entre índios de Tocantins. Esses dois fatos fortaleceram o meu desejo de me mudar para o Piauí em 2011, e esse desejo provocaria diversas mudanças em minha vida.

Os meses passaram, o interesse mútuo que havia entre eu e Jacilene transformou-se em um sentimento mais profundo e eu decidi viajar ao Piauí para conhecê-la pessoalmente. Assim, dia 29 de outubro de 2010, nos conhecemos pessoalmente, conversei com seus pais e seu pastor, Pr. Emerson Iglesias, e começamos um namoro. Esse relacionamento com Jacilene foi o início da realização de um antigo sonho meu, de me casar com uma mulher teologicamente reformada, com um profundo conhecimento bíblico, e ao mesmo tempo piedosa em sua vida cristã, com grande amor pelas almas perdidas.

Depois disso Jacilene tornou-se colaboradora do blog Teologia e Vida, ela que tinha ganhado um livro no Concurso do Mês Missionário e que já tinha alguns textos publicados neste blog. E como ela é bastante estudiosa e conhecedora das Escrituras, nosso relacionamento me levou a repensar alguns aspectos de minha teologia, o que estabeleceu definitivamente algumas mudanças que já vinham acontecendo gradualmente.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Em busca do melhor para o relacionamento familiar

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“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.14-16).

”Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pe 2.21).

Esse breve texto tem por objetivo mostrar alguns aspectos importantes sobre como buscar o melhor para o relacionamento familiar. O termo “melhor” dentro do texto não está se referindo a bens materiais, mas, sim, a bens espirituais, e um dos aspectos mais importantes é a busca ardente pela santidade. Devemos ir à procura da santidade de vida, devemos desejá-la desesperadamente.

Como diz o versículo, como filhos obedientes não devemos nos conformar com as paixões de antes. Ou seja, a santificação é o sinal de nossa transformação e de nossa obediência, a evidência de nosso compromisso com Deus. A santificação deve ocorrer de maneira individual, mas quando nos referimos à vida conjugal sabemos que surge outro aspecto: agora temos que nos santificar individualmente em nosso relacionamento particular com Deus e nos santificar com o nosso cônjuge e com os filhos em nossa vida familiar. Muitas vezes as pessoas se esquecem que devem ter uma vida de união familiar em todos os aspectos e que isso também inclui a vida espiritual. É assim que uma família obediente a Deus deve ser. Somos chamados por Deus a viver uma vida santa, uma vida de piedade, uma vida de obediência. Então, em todos os aspectos e áreas de nossas vidas, deve existir o sinal da santidade. Devemos olhar para Cristo como exemplo perfeito. Sabemos que nessa vida nunca vamos chegar à perfeição, mas mesmo assim devemos anelar por essa perfeição, fixando nossos olhos em Jesus.

Deus revela em Sua Palavra a regra de prática para as nossas vidas. Sabendo disso, entramos em um dos aspectos importantes para o relacionamento familiar, que é o estudo da Palavra de Deus. Certamente todos nós estudamos individualmente a Santa Palavra, mas dentro do núcleo familiar isso deve ser feito por toda a família, nas reuniões familiares, de preferência todos os dias. O estudo da Palavra de Deus é a única maneira de sabermos aspectos fundamentais para nossa santificação, e quando estudamos isso em família estamos nos certificando de que todos os membros estão aprendendo os mandamentos divinos, permitindo que a obediência a esses mandamentos seja cobrada, inclusive quando um dos membros falhar. Isso trará à luz os deveres e obrigações de cada componente da família, melhorando assim a convivência entre todos. E quando tratamos de uma família em que só um dos cônjuges é servo de Deus, essa se torna uma forma clara de evangelismo para o cônjuge descrente e para os filhos.

Cristo, nosso perfeito exemplo, deve ser seguido. Devemos seguir Seus passos e só conhecemos esses passos quando nos comprometemos com o estudo da Palavra de Deus. Através desse conhecimento adquirido passamos a viver uma vida de santificação e glorificação a Deus em tudo. Nós, mulheres e servas de Deus, somos conclamadas a viver uma vida digna diante de nosso Deus, e isso refletirá diretamente, de maneira positiva, dentro de nosso relacionamento familiar.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O casamento deve ser indissolúvel

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“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido [...] e que o marido não se aparte de sua mulher.” (1Co 7.10,11).

No mundo moderno em que vivemos é comum a prática do divórcio. O casamento é considerado como um contrato temporário que vale de acordo com os benefícios atribuídos a ele, e quando esses benefícios acabam, o contrato é rompido. Em outros casos, o casamento serve como teste de vida que proporciona “felicidade”, e quando essa acaba não se pensa duas vezes antes de partir para outro. Essa visão é totalmente contrária aos preceitos bíblicos. Deus, em Sua Palavra, deixa claro que o casamento é indissolúvel, que o casamento não é um contrato e nem um teste, e sim um compromisso primeiramente com Deus, o qual deve ser para a vida toda, tendo como alicerce a própria Palavra de Deus.

Temos que levar em consideração que se tivermos alguns cuidados antes de tomar essa séria decisão, podemos evitar vários problemas futuros que podem levar à separação. Entre esses cuidados estão:
  • Desde o começo, usar a Bíblia como nossa regra. Para os servos de Deus, todas as decisões devem ser tomadas à luz da Palavra de Deus.
  • Não namorar por muito tempo. Sabemos que o namoro deve ocorrer apenas se a pessoa já tem a visão do matrimônio, e namorar por muito tempo levará o casal à tentação.
  • Não ser movido apenas pela emoção e sim pela razão. Os servos de Deus devem ser racionais.
  • Escolher uma pessoa que seja serva de Deus e busque a santidade para com nosso Deus.
  • Escolher uma pessoa que seja amável, boa, tolerante, flexível, entre outras características.
  • Não procurar a pessoa perfeita, pois todos nós somos pecadores.
  • Certificar-se de que a pessoa lhe completa fisicamente. Para isso bastam observações preliminares, não sendo justificáveis atos indevidos antes do matrimônio.
  • Observar os defeitos que podem atrapalhar o relacionamento futuro.
  • Certificar-se de que a família da pessoa escolhida seja de acordo com a união. Quando uma das famílias não é de acordo, há grande possibilidade de isso influenciar a convivência do casal, lembrando que o casamento não é apenas a união de duas pessoas, mas também de duas famílias.
  • Não ser precipitado.
Esses cuidados preliminares são fundamentais para se estabelecer uma família que terá como objetivo principal a glorificação de Deus, sabendo que uma boa relação entre os cônjuges influenciará diretamente no desenvolvimento espiritual, emocional e intelectual dos filhos. Ao optar pelo casamento devemos nos lembrar de todos os que estarão envolvidos nele.

Durante o casamento, os cuidados não devem ser abandonados. Muito pelo contrário, devemos nos policiar ainda mais para mantermos o amor um pelo outro, lembrando que o cônjuge deixou familiares, amigos, etc., para viver ao nosso lado, pessoa essa que irá participar de todos os momentos de nossa vida, tanto os bons como os ruins.

Vamos agora observar alguns fatores importantes para se manter o casamento firme até que a morte nos separe:
  • Não devemos deixar que os defeitos passem a “apagar” as virtudes do marido ou esposa.
  • Devemos considerar os nossos defeitos tendo em mente o quanto o nosso cônjuge nos tolera. Sabendo disso vamos ser mais tolerantes e flexíveis.
  • Devemos procurar evitar discussões e, assim, não acender a ira do cônjuge.
  • Devemos perdoar assim como desejamos ser perdoados.
  • Devemos ser longânimos. Essa paciência, em muitos casos, é a salvação de um casamento.
Nessa grande jornada, ame o seu cônjuge como você espera ser amado. Devemos sempre ter em mente que estamos debaixo da soberania de Deus e que negar o amor matrimonial é negar o que Deus nos impôs.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ovelha gera ovelha!

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Existe uma verdade fundamental que muitos esquecem: ovelha gera ovelha! Muitas vezes as pessoas, quando vêem uma igreja com poucos membros, começam a falar que a culpa é do pastor e que a solução é substituí-lo. Quando um time de futebol está em uma fase ruim, a culpa é sempre do técnico, nunca dos jogadores, e a direção do time não pensa duas vezes antes de substituir o técnico, mesmo sabendo que muitas vezes a culpa é dos jogadores. É mais fácil mudar uma pessoa do que pensar na possibilidade de mudar a grande maioria. Em certas igrejas, ocorre o mesmo quando a igreja não vai bem em relação à evangelização: a culpa só cai sobre o pastor e as ovelhas não param para pensar que isso é consequência de seus próprios erros. Existem ovelhas que não decidem cumprir com suas responsabilidades, por vários motivos, seja ele o tempo, a vergonha, entre outras barreiras criadas pelas próprias ovelhas.

Como mulheres inteligentes que somos, vamos fazer a nossa parte, vamos falar de nosso Cristo. O melhor campo missionário que temos para fazer isso é o nosso ambiente familiar, onde existem pessoas que amamos, para as quais queremos o melhor, ficando aflitas só em pensar na possibilidade de condenação delas. Para falarmos de Cristo não precisamos ser teólogos, podemos evangelizar sem nem mesmo abrir a boca, com uma conduta íntegra em relação a Deus. Melhor do que ser chamada de boa esposa, boa mãe e boa dona de casa, é ser chamada mulher de Deus. Se nossos filhos e maridos já são servos de nosso Senhor, glória a Deus por isso, mas ainda temos familiares, vizinhos, pessoas que convivem conosco em locais que visitamos, etc, que não conhecem o Evangelho. Então, surge uma pergunta: para quantas dessas pessoas falamos de Cristo? Quantas delas convidamos para ir à igreja?

Em certo congresso, um pastor estava pregando sobre evangelização. Depois de terminado o congresso, uma mulher o procurou e começou a falar os motivos pelos quais ela não evangelizava. Falou que não tinha como sair de casa, pois era viúva e tinha que cuidar dos filhos. O pastor, então, virou para ela e perguntou: “Quem entrega o leite em sua casa?”. Ela respondeu que era o leiteiro. Ele voltou a perguntar: “Quem entrega o pão?”. Ela prontamente respondeu que era o padeiro. Então, o pastor tranquilamente falou: “Deus te abençoe”. Ela, então, voltou para casa se questionando acerca da conversa com o pastor. No dia seguinte, ela não colocou a garrafa vazia na porta de sua casa para o leiteiro pegar. Quando o leiteiro observou que a garrafa não estava no local, decidiu bater na porta. Momentos depois a mulher atendeu e o leiteiro perguntou se ela não queria leite naquele dia. Ela imediatamente respondeu que queria sim o leite, mas que antes queria fazer uma pergunta. Então, ela perguntou: “Se você morresse hoje, para onde você iria?”. Assustado com a pergunta, ele respondeu que fazia semanas que isso o atormentava. Ela, então, começou a falar da vida eterna, da morte e ressurreição de Cristo, e o homem se tornou um servo de Deus. Ela começou a fazer isso por onde andava, e muitos passaram a conhecer a Deus.

Essa breve narração nos mostrar como é fácil falarmos da Palavra de Deus. Às vezes, por vergonha, não fazemos isso. Não devemos apenas reter o conhecimento que Deus nos concede, mas devemos também transmiti-lo. A Palavra de Deus diz que devemos cumprir com o “ide” do Senhor, indo e anunciando as verdades bíblicas.

Existem pessoas que, às vezes, falam que desejam ir a lugares distantes, mas para as pessoas que moram perto, que convivem com elas, elas nunca falaram da Palavra de Deus. Então, ficamos nos questionando se essas pessoas são capazes de falar de Deus em lugares distantes, se não têm experiência alguma de evangelização. Antes de olharmos para a necessidade espiritual de determinado local fora de nosso alcance, devemos observar as necessidades das pessoas que convivem conosco.

Vamos, portanto, como mulheres de Deus que somos, falar do Evangelho para aqueles que ainda não o conhecem, começando por aqueles que estão próximos de nós. Reconhecendo que a evangelização não é tarefa apenas para pastores, mas para todo cristão, vamos gerar outras ovelhas, como ovelhas que somos, para a glória de Deus!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 52

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Pergunta 107: O que nos ensina a conclusão da Oração Dominical?

Resposta: A conclusão da Oração Dominical, que é: “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”, nos ensina que na oração devemos confiar somente em Deus,1 e louvá-lo em nossas orações, atribuindo-lhe reino, poder e glória.2 E em testemunho do nosso desejo e certeza de sermos ouvidos, dizemos: Amém.3

Referências:

1 “Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome” (Dn 9.18,19); “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).

2 “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome” (1Cr 29.11-13).

3 “E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes” (1Co 14.16); “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22.20,21).

sábado, 24 de dezembro de 2011

A verdadeira beleza

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“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Pv 31.30).

Nos dias atuais, vemos em todos os lugares pessoas em uma busca sedenta pela beleza física, procurando a perfeição de seus corpos, procurando cada vez mais usar roupas caras, só assim tornando-se pessoas satisfeitas. Elas esquecem-se da importância de uma vida sem a centralidade do eu, e assim o mundo está ficando cada vez mais egocêntrico.

Essa é uma característica das pessoas mundanas, mas está penetrando no meio cristão cada vez mais. Em certas igrejas não mais presenciamos a centralidade de Deus no culto. Vemos pessoas que vão, não mais para adorar ao Senhor, mas sim para exibir a roupa nova, um cabelo impecável, etc. Além disso, existem pessoas que vivem dentro de academias em procura da forma perfeita, pessoas que até deixam de viver uma vida com Deus, para viver uma vida de veneração de seus próprios corpos.

A verdadeira beleza não consiste em uma beleza física impecável ou em usar roupas caras. A verdadeira beleza é a beleza que vem do íntimo do ser e transborda por todo o corpo. E só adquirimos essa beleza quando vivemos de maneira íntegra, uma vida de santidade, uma vida de centralidade em Deus. Quando estamos na posição de servas e não na posição de deusas sendo auto veneradas, tornamo-nos pessoas com uma beleza inacabável, pois a nossa beleza não consistirá mais em uma beleza fútil e passageira, mas em uma beleza que conduzirá para a vida eterna.

Devemos ter em mente que bens materiais, roupas, sapatos, bolsas, etc, são bens que não subsistirão por muito tempo, pois são corroídos por ferrugem e traças. Quando depositamos nossa confiança e nossa alegria nesses bens, elas vão definhando na medida da corrupção desses bens. Certamente essa é uma vida que ninguém quer viver, uma vida de oscilação da felicidade. A vida que queremos é uma vida de progressão da felicidade, mesmo quando não tivermos as melhores coisas do mundo, dando graças a Deus pelo que temos e cultivando nossa felicidade na confiança que temos em nosso Senhor.

A melhor forma de nos tornarmos pessoas belas e preservar essa beleza, é desprezar a sede por ela, e nos espelharmos na beleza santa de Cristo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A palavra dita a seu tempo, quão boa é!

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“A palavra dita a seu tempo, quão boa é!” (Pv 15.23).

Esse provérbio é tão simples que parece nem exigir uma explicação. Mas mesmo com toda a sua simplicidade, quão frequentemente ele tem sido negligenciado em nossa prática, como se nem mesmo o conhecêssemos! Parece que nos esquecemos de que “tudo tem o seu tempo determinado” (Ec 3.1), inclusive “tempo de estar calado e tempo de falar” (Ec 3.7).

Às vezes falamos antes da hora. Não conhecemos alguém o suficiente, mas nos precipitamos em dirigir-lhe palavras românticas e sedutoras, iludindo seu coração e provocando sentimentos que não poderão ser correspondidos.

Às vezes falamos depois da hora. Não exortamos ou repreendemos nossos filhos desde sua tenra idade, mas deixamos para fazer isso na adolescência, quando a rebeldia já tomou conta de seus corações.

Às vezes falamos quando deveríamos estar calados. Um amigo perde de forma trágica um ente querido incrédulo, e tudo o que ele precisa é de alguém que o abrace e que chore com ele, mas nos apressamos em apresentar o destino eterno do falecido.

Às vezes ficamos calados quando deveríamos falar. Somos testemunhas do espancamento diário de uma vizinha pelo seu marido, mas preferimos não nos envolver e não denunciar.

A verdade é que dizer a palavra certa no momento certo não é algo fácil. “A língua, nenhum dos homens é capaz de domar” (Tg 3.8), já dizia Tiago. Mas essa dificuldade não é insuperável. Diz-nos outro provérbio que “o coração do sábio é mestre de sua boca” (Pv 16.23), o que nos mostra que um coração sábio pode domar a língua para falar no tempo apropriado. E àqueles que têm falta de sabedoria para tanto, Tiago incentiva: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg 1.5).

Nós precisamos viver esse provérbio. Precisamos entender a seriedade das nossas palavras e a importância de palavras apropriadas nas ocasiões apropriadas. Palavras mal utilizadas podem trazer morte, mas palavras a seu tempo, vida (Pv 18.21). Que nós saibamos dizer a palavra a seu tempo, “palavras agradáveis como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” (Pv 16.24).
 

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